Pastor Samuel Ramos, da Igreja Adventista, traz nova explicação que defende a tese de que os 7 Reis de Apocalipse de fato são mesmo os Papas

 

 

1º Rei

 

2º Rei

 

3º Rei

 

4º Rei

 

5º Rei

 

6º Rei

 

7º Rei

 

8º Rei

 

 

 

 

 

 

 

Pío XI

 

 Pío XII

 

João XXIII

 

Paulo

 

João Paulo I

 

João Paulo II

 

Bento XVI

 

Francisco I

 

 

Quem são os sete reis de Apocalipse 17?

 

Quando lemos o capítulo dezessete do livro de Apocalipse, nos deparamos com o seguinte verso:

“Aqui está o sentido, que tem sabedoria: as sete cabeças são sete montes, nos quais a mulher está sentada. São também sete reis, dos quais caíram cinco, um existe, e o outro ainda não chegou; e quando chegar, tem de durar pouco”. (Ap. 17:9 e 10).

Muitas são as tentativas de interpretação desta profecia, todavia, o contexto e a perspectiva temporal do profeta que a escreveu por vezes são ignorados.

Será proposta uma análise bíblico-histórica, levando-se em conta a interpretação tradicional adventista das profecias de Daniel e contextualizando a mensagem na perspectiva do profeta em visão.

Antes de estudarmos o texto, devemos notar que “reis” na profecia, é sinônimo de “reino” (ver Daniel 7:17 e 23), não permitindo assim, identificar esses reis como papas ou formas de governo (realeza, consulado, ditadura, triunvirato, etc.).

O livro de Daniel é a chave para compreendermos o livro de Apocalipse. “Estudai o Apocalipse em ligação com Daniel; pois a história se repetirá” [1], escreveu E. G. White.

A primeira pergunta que temos que responder é: qual o ponto de partida da visão?

Uma análise superficial concluiria que seria o tempo em que o profeta estava vivendo, ou seja, Roma Imperial (ou pagã). Desta forma, os cinco reis ou reinos que caíram seriam: Egito, Assíria, Babilônia, Medo-Pérsia e Grécia. O reino que existe seria Roma Imperial (pagã) e o que não chegou seria Roma Papal.

No entanto, temos algumas dificuldades com essa interpretação:

1- O Egito e a Assíria não aparecem na lista de reinos das profecias do livro de Daniel, que são base da interpretação do livro de Apocalipse.

2- O reino de Roma Papal teria que durar pouco (v. 10). Levando-se em conta que a Terra tem cerca de 6.000 anos, os 1260 anos de duração de Roma Papal, acrescentados ao período em que ela seria ferida e restaurada, tornam difícil essa interpretação, pois esse é um longo tempo.

3- O texto diz que esse poder (Roma Papal – simbolizada pela besta) era, não é, e está para surgir (v. 8 e 11). Isso revela que no momento da visão, Roma Papal não estava agindo, e sua ação estava no passado. Uma vez que João vivia antes do surgimento de Roma Papal, e não depois, torna-se difícil harmonizar este texto com a presente interpretação.

A chave para entendermos o texto, seriam os versos iniciais, que mostram o ponto de partida da profecia. O profeta é transportado para um outro período da história, ou seja, ele é levado pelo anjo para contemplar os acontecimentos futuros. “Transportou-me o anjo, em espírito, a um deserto e vi uma mulher montada numa besta escarlate” (v. 3).

Outros profetas também contemplaram cenas de tempos futuros, como Daniel (Dn. 12:8 e 9).

A questão agora é: para que tempo o profeta foi levado?

Observe algumas referências temporais deixadas pelo texto:

1- “Vem mostrar-te-ei o julgamento da grande meretriz que se acha sentada sobre muitas águas” (v.1). Esse era o período que Roma Papal deveria ser julgada. A meretriz é a Igreja Romana que estava sustentada por povos e multidões (v. 15). O profeta foi levado para o tempo em que já existia a Igreja Romana e ela já havia conquistado multidões. “O momento da visão é a hora do juízo, o tempo do fim, que inicia em 1798/1844, por ocasião do término dos 1.260 dias-anos".[2]

2- “Então vi a mulher embriagada com o sangue dos santos e com o sangue das testemunhas de Jesus” (v. 6). Essa é uma referência ao período de domínio de Roma Papal (1.260 anos) em que foram perseguidos e mortos muitos fiéis. O profeta foi levado para um tempo posterior a esses acontecimentos.

3- “Na sua fronte, achava-se escrito um nome, um mistério: babilônia, a grande, a mãe das meretrizes e das abominações da terra” (v. 5). O foco de Apocalipse 17 é sobre Roma Papal, e não Roma Imperial (pagã). “No capítulo 17 de Apocalipse, são preditas as destruições de todas as igrejas que se corrompem mediante a devoção idólatra ao serviço do papado...”.

O verso oito afirma: “a besta que viste era e não é, está para emergir do abismo...”.

João, portanto, foi levado para o período que Roma Papal havia recebido a ferida mortal (“não é”) e que seria, segundo a profecia, curada (“está para emergir” – em 1929 foi criado o Vaticano, ou seja, foi iniciado o processo de cura da ferida - Ap. 13:3).

Tomando por base a seqüência de reinos de Daniel, os reis que caíram são: Babilônia, Medo-Pérsia, Grécia, Roma Imperial (Pagã) e Roma Papal.

O reino que existe (“um existe” v. 10) é Roma Papal Ferida (note que Roma Papal não deixou de existir, só estava ferida) e o que chegaria seria Roma Papal Curada, que duraria pouco.

O verso onze afirma que o oitavo rei é o mesmo poder de Roma Papal: “E a besta, que era e não é, também é ele, o oitavo rei, e procede dos sete, e caminha para a destruição” (v. 11).

A diferença é que o oitavo rei recebe o apoio e autoridade dos dez chifres ou dez reis (v. 12).

Estes são os reinos de Roma Dividida (os mesmos de Daniel – ver Dn. 2:41 a 44; 7:24) que representam a Europa. Note o seguinte comentário: “Os ‘dez chifres’, que representaram os intolerantes reinos da Europa que agora constituem democracias mais ou menos tolerantes, tornar-se-ão novamente entidades totalitárias, asperamente intolerantes”. [3]

Desta forma, o oitavo rei é a besta totalmente curada e plena de autoridade e poder mundial (v. 13), que durante “uma hora” ou quinze dias (na relação 1 dia/1 ano) exerce plenamente seu poder para a última tentativa de destruir o povo de Deus, o Armagedom.

Assim, o importante é que Apocalipse 17 nos garante a vitória do Cordeiro contra Satanás e seus poderes. Essa é a mensagem deste capítulo, que deve produzir em nós segurança e plena confiança que Cristo está em pleno controle da história deste mundo.

Hoje é tempo de firmarmo-nos nas verdades bíblicas consagrando nossa vida inteiramente a Deus até o breve retorno de Jesus.

Pr. Yuri Ravem


[1] Ellen G. WHITE, Testemunhos Para Ministro. (Tatuí, SP: Casa Publicadora Brasileira, 1993) 116.

[2] C. Mervyn MAXWELL, Uma Nova Era Segundo as Profecias do Apocalipse. (Tatuí, SP: Casa Publicadora Brasileira, 1998), 491.

[3] C. Mervyn MAXWELL, Uma Nova Era Segundo as Profecias do Apocalipse, 495.

 

 

Papa emérito

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre

Papa emérito (também chamado Romano Pontífice Emérito ou ainda Bispo Emérito de Roma) é o título adotado pelo papa quando este decide abdicar.[1] O termo até hoje foi adotado unicamente para se referir ao papa Bento XVI após 28 de fevereiro de 2013[2][3], quando se tornou o único pontífice a abdicar desde o século XIII.

Assim como nas dioceses, os bispos e arcebispos, recebem os títulos de bispo emérito quando renunciam, ao completarem 75 anos, é chamado de "papa-Emérito" o Papa que renunciou ao cargo de Chefe da Igreja Católica.

O título foi criado em 2013 quando o papa Bento XVI apresentou sua renúncia, oficializada no dia 28 de fevereiro em virtude de sua saúde débil e idade avançada. Apesar de não ser mais Sumo Pontífice, ele mantém o nome papal além do pronome de tratamento, sendo portanto "Sua Santidade, o Papa emérito Bento XVI"[1].

Houve grande especulação se Bento XVI após a renúncia voltaria a usar como vestimenta a cor vermelha dos cardeais ou a batina tradicional negra dos padres, mas por fim o Vaticano anunciou dias antes que ele manteria as batinas Brancas, porém mais simples sem os adornos papais, e seu Anel do Pescador seria destruído conforme a tradição[3].

Mesmo mantendo o título de "Papa emérito" não cabe mais a ele tomar nenhuma decisão política em relativo ao governo da igreja, e não participou do Conclave que elegeu seu sucessor[3].